Convenção par 2018: Compartilhando o presente para construir o futuro

Convenção par 2018: Compartilhando o presente para construir o futuro

Por Luísa França

28 de maio de 2018 par

No dia 11 de maio aconteceu, em São Paulo, a Convenção par 2018. O evento foi organizado exclusivamente para gestores de escolas parceiras da par e contou com a participação de mais de 50 escolas de todas as regiões do Brasil.

Foi um evento muito rico, com muita troca de experiências e palestrantes renomados como a presidente do Inep Maria Inês Fini e o professor e historiador Leandro Karnal.

Confira neste artigo um resumo de como foi esse dia repleto de aprendizado!

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Compartilhando o presente para construir o futuro

O tema da Convenção foi Compartilhando o presente para construir o futuro. Toda a estrutura e programação foram pensadas para trazer temas relevantes às escolas, aplicáveis ao cotidiano escolar e importantes para a formação do educador.

Confira abaixo a programação do evento:

  • Abertura do evento com Fernando Shayer, presidente da Somos Educação
  • José Francisco (Chico), da EMME Marketing Escolar: Como se preparar para os desafios da campanha de matrículas 2019
  • Mesa redonda com gestores escolares: Como lidar com as grandes mudanças da educação?
  • Maria Inês Fini, presidente do Inep: BNCC e Avaliação da Educação Básica
  • Leandro Karnal, professor, historiador e escritor: Planejamento e estratégia para um tempo novo - onde eu quero estar quando o futuro chegar

Continue lendo para conferir um pequeno resumo de cada palestra.

Assista na íntegra à Mesa Redonda: Como lidar com as grandes mudanças da educação?

 

Chico, da EMME Marketing Escolar

O José Francisco, mais conhecido como Chico, é diretor geral da EMME, agência de Marketing Escolar que é parceira da par. Sua palestra focou nos desafios da campanha de matrículas, dividindo com a plateia práticas importantes de marketing escolar que são essenciais para uma boa campanha de captação.

Um dos pontos mencionados foi a importância de o gestor escolar compartilhar as principais metas e objetivos da campanha com todos os professores e funcionários da escola. De acordo com ele, muitas vezes essas informações são guardadas apenas para a gestão, o que reduz o engajamento da equipe com o planejamento traçado"Para engajar é preciso compartilhar", diz ele.

Outro aspecto muito relevante para o marketing escolar é a definição clara do público-alvo da instituição. Cada escola é diferente da outra, e por isso é fundamental conhecer bem quem são os alunos e familiares que consistem no público visado. É a partir dessa definição que toda a estratégia deve ser construída. Afinal, as campanhas de matrículas estão cada vez mais desafiadoras, e é necessário focar no que a instituição tem de melhor - sua identidade e seu carisma - para ir além da competição de preços com outras escolas.

Ao longo de sua palestra, o Chico também destacou a importância de se trabalhar com os dados, mas chamando a atenção para a necessidade de interpretá-los de forma efetiva e transformá-los em ações:

"Ter acesso aos dados não quer dizer ter o conhecimento sobre os dados. É preciso saber analisá-los. Não confunda dados com informações."
Chico, da EMME Marketing Escolar

Alguns tipos de dados que ele apresentou que devem ser considerados pela escola e que podem gerar ações importantes para a campanha de matrículas são, por exemplo: a quebra de rematrículas entre o fim do Ensino Fundamental e o início do Ensino Médio, quantos alunos a escola perde por causa da inadimplência, quantos alunos saem em cada ano escolar. Esses dados, quando analisados, podem gerar informações muito relevantes no planejamento da campanha e por isso é fundamental conhecê-los a fundo.

Um dos momentos que mais chamou a atenção do público presente foi a comparação das instituições de ensino com as escolas de samba. De acordo com o Chico, nos dois casos é fundamental que toda a equipe toque em harmonia e em conjunto, seguindo o desfile para chegar ao objetivo proposto - no samba, ser a escola vencedora; na educação, conquistar as matrículas. Nesse contexto, as instituições de ensino têm cinco lições a aprender com as escolas de samba:

  • Trabalhar em equipe com força de vontade;
  • Acompanhar indicadores de desempenho;
  • Comunicar-se com todos os envolvidos;
  • Planejar as ações e treinar toda a equipe para que os objetivos sejam alcançados;
  • Reinventar-se sempre.

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Mesa redonda com gestores escolares

A programação do dia continuou com uma mesa redonda, organizada com gestores escolares que dividiram como as suas instituições têm recebido e implementado as diversas mudanças observadas na educação, como é o caso da implementação da Base Nacional Comum Curricular.

Participaram da mesa redonda:

  • Adilson Garcia, Diretor de Orientação Educacional do Colégio Vértice (SP);
  • Graziely Nunes, Diretora Pedagógica da Área Laica do Colégio Iavne (SP);
  • Marco Aurélio Alves, Coordenador Pedagógico do Ensino Médio no Colégio Nossa Senhora das Dores (MG);
  • Yara Berocan, Diretora Administrativa do Educandário Yara (GO);
  • Rafael Luiz, Gestor de Relacionamentos da par, que mediou a conversa.

"Mudança é tudo aquilo que gera incômodo. Conduzir um processo de mudança para os gestores é conduzir um processo de transformação - transformação muito mais da prática, dos nossos olhares, do dia a dia, de fazer com que nossos professores se sintam envolvidos. Precisamos saber com clareza que pessoas queremos formar e que sociedade queremos construir, para que de fato a gente consiga compreender e empreender um processo de mudança contínua e constante."
Graziely Nunes, do Colégio Iavne (SP)

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Maria Inês Fini, presidente do Inep

Em sua palestra, Maria Inês Fini explorou o tema da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das avaliações e exames da educação básica.

De acordo com ela, a BNCC representa uma grande oportunidade de mudança nas escolas. Isso porque o formato de aula hoje não garante o aprendizado do aluno e a Base é uma abertura para uma mudança significativa nesse sentido, já que agora existe uma referência para que os currículos sejam remodelados.

Nesse contexto, a presidente do Inep chamou a atenção para o fato de que as avaliações externas não sofrerão mudanças nos próximos dois anos, período durante o qual as escolas devem se adaptar e implementar as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular.

"Não podemos esquecer que a avaliação em larga escala é um recorte do currículo."
Maria Inês Fini, presidente do Inep

Outro ponto destacado na palestra foi a relevância das competências socioemocionais. Os alunos devem ser formados de maneira menos conteudista e devem desenvolver habilidades como a persuasão, além de um pensamento crítico e empreendedor.

Maria Inês Fini também abordou o tema das avaliações e exames nacionais, partindo de uma diferenciação desses dois conceitos. Enquanto o público-alvo das avaliações são as instituições e sistemas de ensino, que participam de forma censitária ou amostral, os exames se destinam a indivíduos, que participam de forma voluntária, como é o caso do ENEM.

A exposição foi encerrada com um tom otimista: ainda que difícil, a transformação da educação acontece a longo prazo e a BNCC representa uma oportunidade para a escola implementar novidades no seu dia a dia.

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Leandro Karnal

O professor, historiador e escritor Leandro Karnal encerrou o evento com uma palestra sobre planejamento e estratégia para um tempo novo, em um cenário que ele chama de "mundo líquido".

Karnal propôs uma profunda reflexão a respeito do papel do professor, destacando que se trata de uma função extremamente importante porque o professor forma gerações, e não apenas profissionais. Diante disso, é necessário ter um senso maior de responsabilidade, já que um erro na formação de um aluno não aparece no momento em que ele foi cometido, mas no futuro do estudante.

“Para ensinar e coordenar é preciso em primeiro lugar ter consciência do que se está fazendo."
Leandro Karnal

O professor Karnal também trouxe exemplos da sua própria experiência como educador. Nesse caso, ele contou como mudou a forma de dar aula para acompanhar as mudanças da sociedade. Em um mundo que evolui tão rapidamente,  não é possível manter o aluno sentado por tanto tempo, ouvindo um professor que não tem a idade dele falar coisas que ele não quer ouvir. O estudante de hoje é muito agitado e ansioso e tem grande atração pelo audiovisual. Nesse cenário, é fundamental adaptar a forma de se ensinar para a era da tecnologia - do Uber, do WhatsApp, do Facebook e do Airbnb, por exemplo.

Ainda falando sobre a própria experiência, o palestrante compartilhou que "O aluno complicado é o que me torna um bom professor" - e é justamente esse o aluno que mais precisa do professor.

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Rede Somos par

A Convenção par é um dos eventos organizados exclusivamente para as escolas que formam a Rede Somos par. Essa Rede tem como objetivo conectar professores, coordenadores e diretores de escolas de todo o país e assim incentivar a troca de boas práticas e experiências.

Quer fazer parte dessa Rede e participar de eventos como a Convenção par?

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CONVENÇÃO PAR 2018 COMPARTILHANDO O PRESENTE PARA CONSTRUIR O FUTURO


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